quinta-feira, 6 de outubro de 2011

JOBS E O ESPÍRITO EMPREENDEDOR E INOVADOR



    Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista do Conselho Editorial da Folha, atualmente residindo nos EUA, Steve Jobs sintetiza o que existe de melhor e mais encantador nos Estados Unidos, é algo que ele gostaria muito de ver no Brasil. É um dos símbolos da reverência de uma nação ao espírito empreendedor e à inovação. Arriscar para inovar faz parte da alma profunda dos americanos, estimulando talentos.

    Essa é uma das razões, segundo o jornalista, que explica o motivo de na lista de qualidade de ensino superior, que acaba de ser divulgada pela Times Higher Education (THE), os Estados Unidos terem tantas universidades entre as melhores do mundo, são 75 universidades entre as 200 melhores. O Instituto Tecnológico da Califórnia se tornou a melhor instituição de ensino no último ano, seguida por Harvard, que sempre esteve no topo. A Caltech, como é conhecida, tem cerca de 300 professores para 2 mil estudantes. Trinta de seus ex-alunos já ganharam Prêmios Nobel.

   O editor do ranking, Phil Baty, diz que a diferença entre as universidades top é 'minúscula'. Mas, segundo ele, Caltech bate Harvard em volume de pesquisa, renda e reputação, além da influência de suas pesquisas e as verbas que atrai da indústria. Com diferenças tão suaves, um simples fator tem papel decisivo na hora de determinar a ordem do ranking: dinheiro.

    Dimenstein comenta que a importância de ir além do campus e estabelecer parcerias com governos e empresas é o que permite que, do campus, do dormitório, comecem desenhos de empresas como Microsoft, Google ou Facebook. Ou que, em torno delas, montem-se parques tecnológicos. Jobs não teve ensino superior, mas se beneficiou desse ambiente inovador, já que estava localizado no Vale do Silício, impulsionado em grande parte por Stanford. Ele foi o típico inovador, que fez de sua garagem (literalmente) um misto de laboratório com centro de inovações.

   Dimenstein conclui que homens como Jobs transmitem mensagens diárias para outros jovens de serem ousados, pensarem grande, arriscarem, serem empreendedores e que o melhor de viver nos EUA, ainda mais morando dentro do campus de Harvard, é ver de perto essa agitação permanente que, mesmo com a crise, está longe de ser abatida.

   No Brasil a boa notícia é que a nossa maior universidade, a Universidade de São Paulo (USP) pela primeira vez aparece entre as 200 melhores universidades do mundo, subiu 54 posições e ficou no 178.º lugar no ranking publicado pela THE, desde que foi criado há oito anos. A USP figura como a melhor universidade sul-americana, seguida da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre a 276.ª e 300.ª posição, e pela PUC do Chile, listada entre as colocações 351 e 400. No ano passado, a Unicamp ficou na 248.ª posição.

   Também temos muitos empreendedores e pesquisadores, muitos dos quais vão buscar fora do país as oportunidades, o que nos falta e falta em nossas universidades são investimentos públicos e das empresas em nossos talentos.

Fontes: Folha.com, Estadão/ciências

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